terça-feira, 1 de maio de 2012

Evangelho Segundo São Lucas - Capítulo 23


23
Acusações contra Jesus -* Em seguidatoda a assembléia se levantou, e levaram Jesus a PilatosComeçaram a acusaçãodizendo: «Achamos este homemfazendo subversão entre o nosso povoproibindo pagar tributo ao imperador, e afirmando ser ele mesmo o Messias, o Rei.» Pilatos interrogou a Jesus: «Tu és orei dos judeus?» Jesus respondeudeclarando: «É você quem está dizendo isso!» Então Pilatos disse aos chefes dos sacerdotes e à multidão: «Não encontronesse homem nenhum motivo de condenação.» Eles, poréminsistiam: «Ele está provocando revolta entre o povo, com seu ensinamentoComeçou na Galiléia,passou por toda a Judéia, e agora chegou aqui.»
silêncio de Jesus -* Quando ouviu issoPilatos perguntou se Jesus era galileuAo saber que Jesus estava sob a jurisdição de HerodesPilatos o mandou a...
este, pois também Herodes estava em Jerusalém nesses diasHerodes ficou muito contente ao ver Jesuspois  ouvira falar a respeito dele, e  muito tempodesejava -lo. Esperava ver Jesus fazendo algum milagreHerodes o interrogou com muitas perguntasJesusporémnão respondeu nada.
10 Entretanto, os chefes dos sacerdotes e os doutores da Lei estavam presentes, e faziam violentas acusações contra Jesus11 Herodes e seus soldados trataramJesus com desprezocaçoaram dele, e o vestiram com uma roupa brilhante. E o mandaram de volta a Pilatos12 Nesse diaHerodes e Pilatos ficaram amigospoisantes eram inimigos.
Jesus é um homem perigoso -* 13 Então Pilatos convocou os chefes dos sacerdotes, os chefes e o povo, e lhes disse14 «Vocês trouxeram este homem como sefosse um agitador do povoPois bem! Eu  o interroguei diante de vocês, e não encontrei nele nenhum dos crimes de que vocês o estão acusando15 Herodestambém não encontroupois mandou Jesus de volta para nós. Como podem ver, ele não fez nada para merecer a morte16 Portantovou castigá-lo, e depois osoltarei.» 17 Ora, em cada festa de PáscoaPilatos devia soltar um prisioneiro para eles. 18 Toda a multidão começou a gritar: «Mate esse homemSolte-nosBarrabás!» 19 Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade, e por homicídio20 Pilatos queria libertar Jesus, e falou outra vez à multidão21 Maseles gritavam: «CrucifiqueCrucifique!» 22 Pilatos falou pela terceira vez: «Mas que mal fez esse homemNão encontrei nele nenhum crime que mereça a morte.Portantovou castigá-lo, e depois o soltarei.» 23 Mas eles continuaram a gritar com toda a forçapedindo que Jesus fosse crucificado. E a gritaria deles aumentavacada vez mais. 24 Então Pilatos pronunciou a sentençaque fosse feito o que eles pediam25 Soltou o homem que eles queriamaquele que tinha sido preso porrevolta e homicídio, e entregou Jesus à vontade deles.
Chorar por Jesus? -* 26 Enquanto levavam Jesus para ser crucificadopegaram certo Simão, da cidade de Cireneque voltava do campo, e o forçaram acarregar a cruz atrás de Jesus27 Uma grande multidão do povo o seguia. E mulheres batiam no peito, e choravam por Jesus28 Jesusporémvoltou-se, e disse: «Mulheres de Jerusalémnão chorem por mim! Chorem por vocês mesmas e por seus filhos29 Porque dias virão, em que se dirá: ‘Felizes das mulheres que nuncativeram filhos, dos ventres que nunca deram à luz e dos seios que nunca amamentaram.’ 30 Então começarão a pedir às montanhas: ‘Caiam em cima de nós!’ E àscolinas: ‘Escondam-nos!’ 31 Porque, se assim fazem com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?» 32 Levavam também outros dois criminososjuntocom ele, para serem mortos.
realeza que dá a vida -* 33 Quando chegaram ao chamado «lugar da Caveira», aí crucificaram Jesus e os criminosos, um à sua direita e outro à sua esquerda.34 Jesus dizia: «Paiperdoa-lhes! Eles não sabem o que estão fazendo!» Depois repartiram a roupa de Jesusfazendo sorteio35 povo permanecia aí, olhando. Os chefesporémzombavam de Jesusdizendo: «A outros ele salvouQue salve a si mesmo, se é de fato o Messias de Deus, o Escolhido!» 36 Os soldadostambém caçoavam deleAproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre37 diziam: «Se tu és o rei dos judeussalva a ti mesmo!» 38 Acima dele havia um letreiro: «Este é o Rei dos judeus
Lembra-te de nós! -* 39 Um dos criminosos crucificados o insultavadizendo: «Não és tu o MessiasSalva a ti mesmo e a nós também!» 40 Mas o outro orepreendeudizendo: «Nem você teme a Deussofrendo a mesma condenação41 Para nós é justoporque estamos recebendo o que merecemosmas ele nãofez nada de mal.» 42 acrescentou: «Jesuslembra-te de mim, quando vieres em teu Reino.» 43 Jesus respondeu: «Eu lhe garantohoje mesmo você estará comigono Paraíso
morte do justo -* 44  era mais ou menos meio-dia, e uma escuridão cobriu toda a região até às três horas da tarde45 pois o sol parou de brilhar. A cortinado santuário rasgou-se pelo meio46 Então Jesus deu um forte grito: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.» Dizendo issoexpirou47 oficial do exército viuque tinha acontecido, e glorificou a Deusdizendo: «De fatoEsse homem era justo!» 48 todas as multidões que estavam aí, e que tinham vindo para assistir,viram o que havia acontecido, e voltaram para casabatendo no peito49 Todos os conhecidos de Jesusassim como as mulheres que o acompanhavam desde aGaliléiaficaram à distânciaolhando essas coisas.
Fim do caminho? -* 50 Havia um homem bom e justochamado JoséEra membro do Conselho51 mas não tinha aprovado a decisãonem a ação dos outrosmembros. Ele era de Arimatéiacidade da Judéia, e esperava a vinda do reino de Deus52 José foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus53 Desceu o corpo da cruz, o enrolou num lençol, e o colocou num túmulo escavado na rochaonde ninguém ainda tinha sido sepultado54 Era o dia da preparação da Páscoa, e o sábado estava começando55 As mulheresque tinham ido com Jesus desde a Galiléiaforam com José para ver o túmulo, e como o corpo de Jesus tinha sido colocado.56 Depois voltaram para casa, e prepararam perfumes e bálsamos. E no sábado elas descansaramconforme ordenava a Lei.

Nenhum comentário:

Postar um comentário