quinta-feira, 31 de maio de 2012

Evangelho de São João - Cap 18


18
Jesus se entrega livremente -* Tendo dito issoJesus saiu com seus discípulos, e foi para o outro lado do riacho do Cedrononde havia um jardim. Ele entrou no jardim com os discípulosJesus tinha se reunido aí muitas vezes com seus discípulos. Por issoJudasque estava traindo Jesus, também conhecia o lugarJudas arrumou uma tropa e alguns guardas dos chefes dos sacerdotes e fariseus echegou ao jardim com lanternastochas e armas.
Então Jesussabendo tudo o que lhe ia acontecersaiu e perguntou a eles: «Quem é que vocês estão procurando?» Eles responderam: «Jesus de Nazaré.» Jesus disse: «Sou eu.» Judasque estavatraindo Jesus, também estava com eles. Quando Jesus disse: «Sou eu», eles recuaram e caíram no chãoEntão Jesus perguntou de novo: «Quem é que vocês estão procurando?» Eles responderam: «Jesus de Nazaré.» Jesus falou: « lhes disse que sou eu. Se vocês estão me procurandodeixem os outros ir embora.» Era para
se cumprir a Escritura que diz: «Não perdi nenhum daqueles que medeste
10 Simão Pedro tinha uma espadaDesembainhou a espada e feriu o empregado do sumo sacerdotedecepando-lhe a orelha direita. O nome do empregado era Malco11 Mas Jesus disse a Pedro: «Guarde a espada na bainha. Por acaso não vou beber o cálice que o Pai me deu?» 12 Então a tropa, o comandante e os guardas das autoridades dos judeus prenderam e amarraram Jesus13 primeiracoisa que fizeram foi levar Jesus até Anásque era sogro de Caifássumo sacerdote naquele ano14 Caifás é aquele que tinha dado um conselho aos judeus: «É preciso que um homem morra pelo povo
Pedro nega ser discípulo -* 15 Simão Pedro e o outro discípulo seguiam JesusEsse discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com Jesus no pátio do chefe do sacerdote16 Mas Pedro ficouforaperto da portaEntão o outro discípuloque era conhecido do sumo sacerdotesaiuconversou com a porteira e levou Pedro para dentro17 empregadaque tomava conta da portaperguntou aPedro: «Você não é tembém um dos discípulos desse homem?» Pedro disse: «Eu não.» 18 Os empregados e os guardas estavam fazendo uma fogueira para se esquentarporque fazia frioPedro ficou seesquentando junto com eles.
Testemunho de Jesus diante do poder religioso - 19 Então o sumo sacerdote interrogou Jesus a respeito dos seus discípulos e do seu ensinamento20 Jesus respondeu: «Eu falei às claras para omundo. Eu sempre ensinei nas sinagogas e no Temploonde todos os judeus se reúnemNão falei nada escondido21 Por que você me interrogaPergunte aos que ouviram o que eu lhes falei. Eles sabemque eu disse.» 22 Quando Jesus falou isso, um dos guardas que estavam aí deu uma bofetada em Jesus e disse: «É assim que respondes ao sumo sacerdote?» 23 Jesus respondeu: «Se falei malmostre oque  de malMas se falei bem, por que você bate em mim?» 24 Então Anás mandou Jesus amarrado para o sumo sacerdote Caifás.
Pedro confirma sua negação - 25 Simão Pedro ainda estava lá fora se esquentandoPerguntaram a ele: «Você também não é um dos discípulos dele?» Pedro negou: «Eu não.» 26 Então um dosempregados do sumo sacerdoteparente daquele a quem Pedro tinha decepado a orelhadisse: «Por acaso eu não vi você no jardim com ele?» 27 Pedro negou de novo. E, na mesma hora, o galo cantou.
Jesus entregue ao poder romano -* 28 De Caifás levaram Jesus para o palácio do governadorEra de manhãMas eles não entraram no paláciopois não queriam ficar impuros, para poderem comer aceia pascal29 Então Pilatos saiu para fora e conversou com eles: «Que acusação vocês apresentam contra esse homem?» 30 Eles responderam: «Se ele não fosse malfeitornão o teríamos trazido até aqui.»31 Pilatos disse: «Encarreguem-se vocês mesmos de julgá-lo, conforme a lei de vocês.» Os judeus responderam: «Não temos permissão de condenar ninguém à morte.» 32 Era para se cumprir o que Jesustinha ditosignificando o tipo de morte com que ele deveria morrer.
realeza de Jesus -* 33 Então Pilatos entrou de novo no palácioChamou Jesus e perguntou: «Tu és o rei dos judeus?» 34 Jesus respondeu: «Você diz isso por si mesmoou foram outros que lhe disseramisso a meu respeito?» 35 Pilatos falou: «Por acaso eu sou judeu? O teu povo e os chefes dos sacerdotes te entregaram a mim. O que fizeste?» 36 Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue às autoridades dos judeusMas agora o meu reino não é daqui.» 37 Pilatos disse a Jesus: «Então tu és rei?» Jesusrespondeu: «Você está dizendo que eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdadeTodo aquele que está com a verdadeouve a minha voz.» 38 Pilatos disse: «O que é a verdade
opção pela violência -* Ao dizer issoPilatos saiu ao encontro das autoridades dos judeus, e disse-lhes: «Eu não encontro nele nenhum motivo de condenação39 Contudoexiste um costume entrevocêsque eu lhes solte alguém na PáscoaVocês querem que eu lhes solte o rei dos judeus?» 40 Então eles começaram a gritar de novo: «Ele nãoSolte Barrabás.» Barrabás era um bandido.

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