Para justificar a necessidade de contribuir com o Dízimo, podemos indicar quatro fundamentos distintos, que são: bíblico, teológico, comunitário e pastoral.
- FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA
A fundamentação bíblica está bem clara na Sagrada Escritura. O Dízimo é um mandamento, uma expressão da vontade de Deus a todo o seu povo, quer no Antigo Testamento, quer no Novo Testamento.
A palavra dízimo tem origem na contribuição legal da décima parte dos bens das tribos de Israel para o sustento dos sacerdotes, órfãos e viúvas (cf Dt 14, 27-29; Nm 18, 26-28).
No Novo Testamento a contribuição deixou de corresponder precisamente ao valor de 10% e tornou-se o cumprimento do mandamento do amor, posto em prática pela partilha alegre e generosa (cf Atos 11, 27 e ss.; Rm 12, 13; 1 Cor 16, 2-3; 2 Cor 8, 12 e ss.).
Eis alguns textos, que irão nos ajudar nesta reflexão, mostrando que o termo Dízimo evoluiu na compreensão do povo de Deus:
"Todos os dízimos da terra são propriedades do Senhor...São coisas consagradas ao Senhor"(Lv 27,30).
"Tragam o Dízimo ao templo do Senhor, para que haja alimento em minha casa" (Mt 3, 10).
"Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo" (Jo 15,12).
"Cada um dê conforme o impulso do seu coração, não dê de má vontade ou constrangido, pois Deus ama a quem dá com alegria" (2Cor 9,7).
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