João Braz Aviz, ex-arcebispo de Maringá e Ponta Grossa é o novo cardeal brasileiro
Cidade do Vaticano - O papa Bento XVI nomeou ontem na Basílica de São Pedro 22 novos cardeais, entre eles um brasileiro, convocando-os a renunciar à ‘‘vida mundana do poder e da glória’’ depois das tensões que sacodem o Vaticano pelo clima de intrigas e[...]
suspeitas internas.
‘‘O serviço a Deus e aos irmãos, o dom de si: esta é a lógica que a fé autêntica imprime e desenvolve em nossa vida cotidiana e que não é, por sua vez, o estilo mundano do poder e da glória’’, advertiu o Papa aos novos cardeais, entre eles o brasileiro João Braz de Avis, arcebispo emérito de Brasília e único latino-americano entre os 22 nomeados.
‘‘Pede-se que sirvam à Igreja com amor e vigor, com a transparência e sabedoria dos mestres, com a energia e a força dos pastores, com a fidelidade e o valor dos mártires’’, disse o pontífice.
O Papa, que evitou explicitamente falar do mal-estar gerado em alguns setores católicos pela divulgação de notícias com cartas e documentos secretos internos sobre as intrigas e suspeitas dentro das instâncias do Vaticano, lembrou que tem a cargo ‘‘uma tarefa delicada’’.
Com suas vestes vermelhas, em homenagem à cor do sangue derramado para defender a Igreja, os novos cardeais receberam emocionados o barrete vermelho cardinalício das mãos do pontífice durante a celebração, transmitida ao vivo pelos canais de televisão do Vaticano.
A cerimônia foi acompanhada pelo primeiro-ministro italiano, Mario Monti, assim como por várias delegações estrangeiras, entre elas vários ministros da Espanha e do Brasil.
O Papa entregou o chapéu (gallero) e o anel cardinalício - que simboliza a fidelidade à Igreja até o martírio - a 16 europeus, dois americanos, um canadense, um indiano e um chinês, além do brasileiro.
A decisão de nomear um número elevado de cardeais italianos, a maioria deles importantes funcionários da Cúria Romana, o governo central da Igreja, gerou críticas e debates.
Não se descarta que o pontífice convoque outro consistório durante este ano, já que mais de dez cardeais superarão a fatídica idade de 80 anos, perdendo o direito de votar no conclave.
Com a chegada dos novos cardeais, o Colégio Cardinalício ficará formado por 213 deles, dos quais 125 com direito a votar em caso de eleição do Papa.
A América Latina, com 46% dos católicos do mundo, passa a contar com 32 cardeais, dos quais 22 são eleitores, entre eles seis brasileiros e quatro mexicanos.
Os europeus continuam ostentando uma ampla maioria com 67 cardeais, entre eles seis alemães, cinco espanhóis, quatro franceses e quatro poloneses. A África conta com 11, a Ásia com 9 e a Oceania com um.
‘‘Reconhecemos o valor da Europa, mas deve baixar seu olhar do alto e ser mais fraternal com os demais continentes’’, comentou à imprensa o novo cardeal brasileiro, João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada.
O brasileiro deixou a Arquidiocese de Brasília em janeiro de 2011 para assumir o cargo no Vaticano. Como padre ele atuou na Diocese de Apucarana. Aviz foi também bispo de Ponta Grossa e arcebispo de Maringá.
suspeitas internas.
‘‘O serviço a Deus e aos irmãos, o dom de si: esta é a lógica que a fé autêntica imprime e desenvolve em nossa vida cotidiana e que não é, por sua vez, o estilo mundano do poder e da glória’’, advertiu o Papa aos novos cardeais, entre eles o brasileiro João Braz de Avis, arcebispo emérito de Brasília e único latino-americano entre os 22 nomeados.
‘‘Pede-se que sirvam à Igreja com amor e vigor, com a transparência e sabedoria dos mestres, com a energia e a força dos pastores, com a fidelidade e o valor dos mártires’’, disse o pontífice.
O Papa, que evitou explicitamente falar do mal-estar gerado em alguns setores católicos pela divulgação de notícias com cartas e documentos secretos internos sobre as intrigas e suspeitas dentro das instâncias do Vaticano, lembrou que tem a cargo ‘‘uma tarefa delicada’’.
Com suas vestes vermelhas, em homenagem à cor do sangue derramado para defender a Igreja, os novos cardeais receberam emocionados o barrete vermelho cardinalício das mãos do pontífice durante a celebração, transmitida ao vivo pelos canais de televisão do Vaticano.
A cerimônia foi acompanhada pelo primeiro-ministro italiano, Mario Monti, assim como por várias delegações estrangeiras, entre elas vários ministros da Espanha e do Brasil.
O Papa entregou o chapéu (gallero) e o anel cardinalício - que simboliza a fidelidade à Igreja até o martírio - a 16 europeus, dois americanos, um canadense, um indiano e um chinês, além do brasileiro.
A decisão de nomear um número elevado de cardeais italianos, a maioria deles importantes funcionários da Cúria Romana, o governo central da Igreja, gerou críticas e debates.
Não se descarta que o pontífice convoque outro consistório durante este ano, já que mais de dez cardeais superarão a fatídica idade de 80 anos, perdendo o direito de votar no conclave.
Com a chegada dos novos cardeais, o Colégio Cardinalício ficará formado por 213 deles, dos quais 125 com direito a votar em caso de eleição do Papa.
A América Latina, com 46% dos católicos do mundo, passa a contar com 32 cardeais, dos quais 22 são eleitores, entre eles seis brasileiros e quatro mexicanos.
Os europeus continuam ostentando uma ampla maioria com 67 cardeais, entre eles seis alemães, cinco espanhóis, quatro franceses e quatro poloneses. A África conta com 11, a Ásia com 9 e a Oceania com um.
‘‘Reconhecemos o valor da Europa, mas deve baixar seu olhar do alto e ser mais fraternal com os demais continentes’’, comentou à imprensa o novo cardeal brasileiro, João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada.
O brasileiro deixou a Arquidiocese de Brasília em janeiro de 2011 para assumir o cargo no Vaticano. Como padre ele atuou na Diocese de Apucarana. Aviz foi também bispo de Ponta Grossa e arcebispo de Maringá.
France Presse
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