sábado, 3 de agosto de 2013

Evangelho - Mt 14,1-12

Herodes mandou cortar a cabeça de João.
Vieram os dicípulos e foram contar tudo a Jesus.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 14,1-12
1Naquele tempo, 
a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes. 
2Ele disse a seus servidores: 
'É João Batista, que ressuscitou dos mortos; 
e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele.' 
3De fato, Herodes tinha mandado prender João, 
amarrá-lo e colocá-lo na prisão, 
por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. 
4Pois João tinha dito a Herodes: 
'Não te é permitido tê-la como esposa.' 
5Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, 
que o considerava como profeta. 
6Por ocasião do aniversário de Herodes, 
a filha de Herodíades dançou diante de todos, 
e agradou tanto a Herodes 
7que ele prometeu, com juramento, 
dar a ela tudo o que pedisse. 
8Instigada pela mãe, ela disse: 
'Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista.' 
9O rei ficou triste, 
mas, por causa do juramento diante dos convidados, 
ordenou que atendessem o pedido dela. 
10E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere. 
11Depois a cabeça foi trazida num prato, 
entregue à moça e esta a levou para a sua mãe. 
12Os discípulos de João foram buscar o corpo 
e o enterraram. 
Depois foram contar tudo a Jesus. 
Palavra da Salvação.

COMPENDIO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA - continuação

NONO MANDAMENTO:
GUARDAR CASTIDADE NOS PENSAMENTOS E NOS DESEJOS

527. O que exige o nono mandamento?
2514-2516;
2528-2530
O nono mandamento exige vencer a concupiscência carnal nos pensamentos e nos desejos. A luta contra a concupiscência passa pela purificação do coração e pela prática da virtude da temperança.

528. Que proíbe o nono mandamento?
2517-2519;
2531-2532
O nono mandamento proíbe cultivar pensamentos e desejos relativos às acções proibidas pelo sexto mandamento.

529. Como chegar à pureza do coração?
2520
O baptizado, com a graça de Deus, em luta contra os desejos desordenados, chega à pureza do coração mediante a virtude e o dom da castidade, a pureza de intenção e do olhar exterior e interior, com a disciplina dos sentidos e da imaginação e pela oração.

530. Quais as outras exigências da pureza?
2521- 2527
2533
A pureza exige o pudor, que, preservando a intimidade da pessoa, exprime a delicadeza da castidade e orienta os olhares e os gestos em conformidade com a dignidade das pessoas e da sua comunhão. Ela liberta do erotismo difuso e afasta de tudo aquilo que favorece a curiosidade mórbida. Requer uma purificação do ambiente social, mediante uma luta constante contra a permissividade dos costumes, que assenta numa concepção errónea da liberdade humana.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Menino que fez o Papa chorar no Brasil foi recebido como um “herói” de volta ao colégio

O Papa Francisco e Nathan. Foto: Rádio FM Canção Nova
RIO DE JANEIRO, 01 Ago. 13 / 10:50 am (ACI/EWTN Noticias).- Nathan de Brito, o menino que fez o Papa Francisco chorar com um forte abraço e seu desejo de ser sacerdote, nas ruas do Rio de Janeiro em sua recente viagem ao Brasil, foi recebido como um herói pelos seus colegas de colégio no reinicio das aulas em 30 de julho.
Conforme informa o jornal O Globo, Nathan foi recebido entre vivas, abraços e um ambiente de grande alegria entre seus companheiros de escola em Cabo Frio, Região dos Lagos do Rio. “Foi recebido como um herói pelos seus colegas de uma escola municipal onde estuda no bairro de Passagem”.
Com o seu uniforme e uma cruz no peito, a mesma que receberam todos os jovens participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Nathan também foi acolhido em meio de aplausos.
“Todos, que já sabiam de seu desejo de ser sacerdote, queriam saber como foi o encontro com o Papa e como o pequeno teve a coragem de furar o bloqueio dos agentes de segurança”, assinala o meio de imprensa.
Os amigos do pequeno afirmam que é uma grande emoção saber que um dos seus pôde estar muito perto do Papa e a família do menino assinala que eles também “se sentem agora abençoados”.
“Tenho que aprender um pouco de teologia” e outras coisas, disse o pequeno Nathan cujo nome foi escolhido pelos seus pais porque significa “presente de Deus”, e assegura que está preparado para aprender “tudo” o que lhe exija a vocação sacerdotal.
Entrevistada pelo O Globo, uma de suas professoras, Keyla Fernandes, destacou que o menino “tem um ótimo rendimento escolar e um bom comportamento. Esse bom comportamento deixa ver os princípios cristãos bem enraizados como o da obediência”.
Para o sacerdote Valdir Mesquita, pároco da Igreja Nossa Senhora da Assunção onde Nathan costuma frequentar, o encontro do Papa com o menino “vai servir de inspiração para muitos outros que desejam ser sacerdotes”.
“Desde que era mais novinho, desde os 5, 6 anos, ele já comentava que queria ser sacerdote. Certamente este encontro vai estar em seu coração e marcará para sempre sua vida“, adicionou.
Em 26 de julho Nathan furou a barreira de segurança, chegou ao papamóvel e pôde abraçar o Papa Francisco várias vezes, contou-lhe de seu desejo de sacerdote e o Santo Padre lhe ofereceu que rezaria por ele.
Nathan resistia a que o afastem do Santo Padre, sujeitando-se com todas suas forças ao papamóvel. Depois do Papa Francisco dar-lhe a bênção, um dos guardas de segurança conseguiu tirá-lo do veículo e o menino com os olhos cheios de lágrimas colocou as mãos no peito e cobriu seu rosto para continuar chorando, enquanto era acompanhado pelo guarda que tentava consolá-lo até chegar onde estava um familiar entre a multidão.

Evangelho - Mt 13,54-58

Não é ele o filho do carpinteiro?
Então, de onde lhe vem tudo isso?
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,54-58
Naquele tempo: 
54Dirigindo-se para a sua terra, 
Jesus ensinava na sinagoga, 
de modo que ficavam admirados. 
E diziam: 
'De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 
55Não é ele o filho do carpinteiro? 
Sua mãe não se chama Maria, 
e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 
56E suas irmãs não moram conosco? 
Então, de onde lhe vem tudo isso?' 
57E ficaram escandalizados por causa dele. 
Jesus, porém, disse: 
'Um profeta só não é estimado 
em sua própria pátria e em sua família!' 
58E Jesus não fez ali muitos milagres, 
porque eles não tinham fé. 
Palavra da Salvação. 

COMPÊNDIO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA - continuação

OITAVO MANDAMENTO:
NÃO LEVANTAR FALSOS TESTEMUNHOS

521. Qual o dever do homem em relação à verdade?
 2464 – 2470
2504
Toda a pessoa é chamada à sinceridade e à veracidade no agir e no falar. Cada um tem o dever de procurar a verdade e de aderir a ela, organizando toda a sua vida segundo as exigências da verdade. Em Jesus Cristo, a verdade de Deus manifestou-se na sua totalidade: Ele é a Verdade. Seguir Jesus é viver do «Espírito de verdade» (Jo 14,17) e evitar a duplicidade, a simulação e a hipocrisia.

522. Como dar testemunho da verdade?
2471-2474
2505-2506
O cristão deve testemunhar a verdade evangélica em todos os campos da actividade pública e privada, mesmo com o sacrifício da própria vida, se necessário. O martírio é o supremo testemunho dado em favor da verdade da fé.

523. O que proíbe o oitavo mandamento?
2475-2487;
2507-2509
O oitavo mandamento proíbe:
falso testemunho, o perjúrio e a mentira, cuja gravidade se mede pela natureza da verdade que ela deforma, das circunstâncias, das intenções do mentiroso e dos danos causados às vítimas;
juízo temerário, a maledicência, a difamação, a calúnia, que lesam ou destroem a boa reputação e a honra a que a pessoa tem direito;
lisonja, a adulação ou complacência, sobretudo se finalizadas à realização de pecados graves ou à obtenção de vantagens ilícitas;
Uma culpa contra a verdade exige a reparação, quando se ocasionou dano a outrem.

524. Que requer o oitavo mandamento?
2488-2492
2510-2511
O oitavo mandamento requer o respeito da verdade, acompanhado pela discrição da caridade: nacomunicação e na informação, que devem assegurar o bem pessoal e comum, a defesa da vida particular e o perigo de escândalo; na reserva dos segredos profissionais, que se devem sempre manter, salvo em casos excepcionais, por motivos graves e proporcionados. Exige-se também o respeito pelas confidências feitas sob o sigilo do segredo.

525. Como usar os meios de comunicação social?
 2493-2499
2512
A informação mediática deve estar ao serviço do bem comum, ser sempre verdadeira no conteúdo e, salva a justiça e a caridade, deve ser também íntegra. Além disso deve expressar-se em modo honesto e conveniente, respeitando escrupulosamente as leis morais, os direitos legítimos e a dignidade da pessoa.

526. Qual a relação entre a verdade, a beleza e a arte sacra?
2500-2503
2513
A verdade é bela por si mesma. Ela comporta o esplendor da beleza espiritual. Além da palavra, existem numerosas formas de expressão da verdade, em especial as obras artísticas. São o fruto do talento dado por Deus e do esforço do homem. A arte sacra, para ser verdadeira e bela, deve evocar e glorificar o Mistério de Deus revelado em Cristo e conduzir à adoração e ao amor de Deus Criador e Salvador, Beleza excelsa de Verdade e de Amor.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Evangelho - Mt 13,47-53

Recolhem os peixes bons em cestos
e jogam fora os que não prestam.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,47-53
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 
47O Reino dos Céus é ainda 
como uma rede lançada ao mar 
e que apanha peixes de todo tipo. 
48Quando está cheia, 
os pescadores puxam a rede para a praia, 
sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos 
e jogam fora os que não prestam. 
49Assim acontecerá no fim dos tempos: 
os anjos virão para separar 
os homens maus dos que são justos, 
50e lançarão os maus na fornalha de fogo. 
E ai, haverá choro e ranger de dentes. 
51Compreendestes tudo isso?' 
Eles responderam: 'Sim.' 
52Então Jesus acrescentou: 
'Assim, pois, todo mestre da Lei, 
que se torna discípulo do Reino dos Céus, 
é como um pai de família 
que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.' 
53Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, 
partiu dali. 
Palavra da Salvação. 

COMPÊNDIO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA - continuação

O SÉTIMO MANDAMENTO:
NÃO ROUBAR

503. Que diz o sétimo mandamento?
2401-2402
Ele enuncia o destino, a distribuição universal e a propriedade privada dos bens, e ainda o respeito das pessoas, dos seus bens e da integridade da criação. A Igreja encontra fundada neste mandamento também a sua doutrina social, que compreende o recto agir na actividade económica e na vida social e política, o direito e o dever do trabalho humano, a justiça e a solidariedade entre as nações, o amor aos pobres.

504. Em que condições existe o direito à propriedade privada?
2403
O direito à propriedade privada existe se ela for adquirida ou recebida de modo justo e desde que seja respeitado o destino universal dos bens para a satisfação das necessidades fundamentais de todos os homens.

505. Qual é o fim da propriedade privada?
2404-2406
O fim da propriedade privada é a garantia da liberdade e da dignidade de cada uma das pessoas, ajudando-as a satisfazer as necessidades fundamentais próprias daqueles por quem se tem a responsabilidade e dos outros que vivem em necessidade.

506. O que prescreve o sétimo mandamento?
2407
2450-2451
O sétimo mandamento prescreve o respeito dos bens alheios, mediante a prática da justiça e da caridade, da temperança e da solidariedade. Em particular, exige o respeito das promessas e dos contractos estipulados; a reparação da injustiça cometida e a restituição do mal feito; o respeito pela integridade da criação mediante o uso prudente e moderado dos recursos minerais, vegetais e animais que há no universo, com especial atenção para com as espécies ameaçadas de extinção.

507. Como é que o homem se deve comportar com os animais?
2416-2418
257
O homem deve tratar os animais, criaturas de Deus, com benevolência, evitando quer o amor excessivo para com eles, quer o seu uso indiscriminado, sobretudo para experimentações científicas efectuadas para lá dos limites razoáveis e com sofrimentos inúteis para os próprios animais. (  )

508. Que proíbe o sétimo mandamento?
 2408-2413 2453-2455
O sétimo mandamento, antes de mais, proíbe o furto que é a usurpação do bem alheio contra a razoável vontade do seu proprietário. É o que também sucede no pagamento de salários injustos; na especulação sobre o valor dos bens para obter vantagens com prejuízo para os outros; na falsificação de cheques ou facturas. Proíbe, além disso, cometer fraudes fiscais ou comerciais, causar um dano às propriedades privadas ou públicas. Proíbe também a usura, a corrupção, o abuso privado dos bens sociais, os trabalhos culpavelmente mal feitos e o esbanjamento. ( )

509. Qual é o conteúdo da doutrina social da Igreja?
2419-2423
A doutrina social da Igreja, como desenvolvimento orgânico da verdade do Evangelho sobre a dignidade da pessoa humana e sobre a sua dimensão social, contém princípios de reflexão, formula critérios de juízo, oferece normas e orientações para a acção.

510. Quando é que a Igreja intervém em matéria social?
2420; 2458
A Igreja emite um juízo moral em matéria económica e social quando isto é exigido pelos direitos fundamentais da pessoa, do bem comum ou da salvação das almas.

511. Como se deve exercer a vida social e económica?
2459
Segundo os seus próprios métodos, no âmbito da ordem moral, ao serviço da pessoa humana na sua integridade e de toda a comunidade humana, no respeito da justiça social. Ela deve ter o homem como seu autor, centro e fim.

512. O que é que se opõe à doutrina social da Igreja?
2424 – 2425
Opõem-se à doutrina social da Igreja os sistemas económicos e sociais que sacrificam os direitos fundamentais das pessoas ou que fazem do lucro a sua regra exclusiva ou o seu fim último. Por isso, a Igreja rejeita as ideologias associadas, nos tempos modernos, ao «comunismo» ou às formas ateias e totalitárias de «socialismo». Rejeita, além disso, na prática do «capitalismo», o individualismo e o primado absoluto da lei do mercado sobre o trabalho humano.

513. Qual é o significado do trabalho para o homem?
2426-2428 2460 – 2461
O trabalho é para o homem um dever e um direito, mediante o qual ele colabora com Deus criador. Com efeito, trabalhando com empenho e competência, a pessoa põe em acção capacidades inscritas na sua natureza, exalta os dons do Criador e os talentos recebidos, sustenta-se a si e aos seus familiares, serve a comunidade humana. Além disso, com a graça de Deus, o trabalho pode ser meio de santificação e de colaboração com Cristo para a salvação dos outros.

514. A que tipo de trabalho tem direito a pessoa humana?
2429;
2433-2434
A todos deve ser possível obter um trabalho seguro e honesto, sem discriminações injustas, respeitando a livre iniciativa económica e uma justa retribuição.

515. Qual a responsabilidade do Estado acerca do trabalho?
2431
Compete ao Estado fornecer a segurança das garantias das liberdades individuais e da propriedade, para além duma moeda estável e de serviços públicos eficientes; compete-lhe ainda zelar e orientar o exercício dos direitos humanos no sector económico. A sociedade deve ajudar os cidadãos a encontrar trabalho, conforme as circunstâncias.

516. Qual a missão dos responsáveis das empresas?
2432
Os responsáveis das empresas têm a responsabilidade económica e ecológica das suas operações. Estão obrigados a ter em conta o bem das pessoas e não apenas o aumento dos lucros, embora estes sejam necessários para assegurar os investimentos, o futuro das empresas, o emprego e o bom andamento da vida económica.

517. Quais os deveres dos trabalhadores?
2435
Devem realizar o seu trabalho, com consciência, competência e dedicação, procurando resolver, com o diálogo, eventuais controvérsias. O recurso à greve não violenta é moralmente legítimo quando se apresenta como instrumento necessário, em vista dum benefício proporcionado e tendo em conta o bem comum.

518. Como realizar a justiça e a solidariedade entre as nações?
2437-2441
No plano internacional, todas as nações e instituições devem actuar na solidariedade e na subsidiariedade, com vista a eliminar, ou pelo menos reduzir, a miséria, a desigualdade dos recursos e dos meios económicos, as injustiças económicas e sociais, a exploração das pessoas, a acumulação da dívida dos países pobres, os mecanismos perversos que criam obstáculos ao progresso dos países menos desenvolvidos.

519. Como é que os cristãos participam na vida política e social?
2442
Os fiéis leigos intervêm directamente na vida política e social animando, com espírito cristão, as realidades temporais e colaborando com todos, como autênticas testemunhas do Evangelho e promotores da paz e da justiça.

520. Em que se inspira o amor aos pobres?
2443 – 2449
2462 – 2463
O amor aos pobres inspira-se no Evangelho das bem-aventuranças e no exemplo de Jesus com a sua constante atenção aos pobres. Jesus disse: «Todas as vezes que fizerdes isto a um só destes irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes» (Mt 25,40). O amor aos pobres manifesta-se na acção contra a pobreza material e contra as numerosas formas de pobreza cultural, moral e religiosa. As obras de misericórdia, espirituais e corporais e as numerosas instituições de beneficência que surgiram ao longo dos séculos, constituem um concreto testemunho do amor preferencial pelos pobres que caracteriza os discípulos de Jesus.