sábado, 31 de agosto de 2013

Amar como Jesus amou

A palavra amor encontra-se tão deturpada que, em muitos casos, já não é possível descobrir seu significado
A estratégia do movimento revolucionário em curso segue muito mais pela via da semântica, que das armas. Cooptar a linguagem e modificá-la de tal maneira que já não seja possível saber do que se fala, tem sido o carro-chefe da revolução há pelo menos meio século. E mesmo dentro da Igreja é possível perceber essa discrepância entre a letra e a hermenêutica. Reino de Deus, por exemplo, pode representar desde o paraíso celeste ao mundo melhor desejado pelos socialistas.
A palavra amor também não foge à regra. Usá-la para justificar todo tipo de barbaridade, quer na esfera pública, quer na eclesiástica, tornou-se algo corriqueiro. Com efeito, aquilo que para os católicos deveria estar no centro de sua fé, ou seja, a crença no amor de Deus e as exigências que dele decorrem, se converte em pura superficialidade e experiências sentimentalistas. Daí a reação ignara de certos meios à qualquer tipo de repreensão ou correção. Afinal de contas, diriam, o que importa é o amor.
Todavia, uma tal forma de pensamento não é somente absurda, mas nociva. E os seus frutos provam isso a cada vez que uma criança se rebela contra a autoridade de seus pais. Ora, “uma característica de quem ama de verdade é não querer que o Amado seja ofendido”01, logo, acusar de farisaismo quem, preocupado com a verdade de Cristo, se propõe a defendê-la abertamente é uma atitude, no mínimo, desonesta. Não se trata aqui de endossar contendas e comportamentos afetados de quem está mais interessado em destruir, que converter, mas de entregar-se sobremaneira à missão de Cristo de ir pelo mundo e fazer discípulos entre todas as nações.
Assim, instrui São Paulo, “prega a palavra, insiste oportuna e inoportunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir.” (Cf. II Tim 4, 2) “Se, porém” – questiona São João Crisóstomo – “eles pelas obras profanam a fé e não se escondem, cobertos de vergonha, debaixo da terra, por que se irritam contra nós, que condenamos com palavras o que eles manifestam com ações?” Não existe verdadeiro amor pelo bem sem um ódio mortal por aquilo que é mal. O amor só é verdadeiro se estiver intimamente associado à verdade e à justiça, e por isso ele é, não raras vezes, motivo de verdadeiro escândalo. E por isso quando o amor se fez carne o homem o matou numa cruz. O preço do amor de São João Batista foi sua cabeça servida em uma bandeja.
A palavra amor é banalizada, sobretudo, quando, em nome dela, se opta por uma vida de pecado desregrado e de mentira. Isso não é amor, é falta de caráter. O coração do que ama verdadeiramente é impelido a dizer palavras como as de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão: “tirai-me antes a vida que ofender o vosso bendito Filho, meu Senhor.” Toda ação missionária da Igreja é norteada por essas mesmas palavras do santo brasileiro. Uma missionariedade que, apesar das oposições, preocupa-se, sim, com a conversão dos pecadores, uma vez que foi o próprio Cristo a exortá-los a serem santos como o Pai é santo.
Dom Eugênio Sales costumava dizer que o problema da Igreja é de alfaiataria: “tem saia de mais e calça de menos”. O falecido cardeal se referia à pusilanimidade, à síndrome de Poliana que acredita que tudo é belo, tudo é bom, tudo é lindo e sem pecado. Uma presunção que arrasta a Igreja à covardia e à frouxidão, por isso, diametralmente oposta à virtude do amor. O verdadeiro cristão, contudo, não se alicerça na covardia, mas na fortaleza, na virilidade, na radicalidade do amor, com a qual o Papa Pio XI afirmava: “Quando se tratar de salvar alguma alma, sentiremos a coragem de tratar com o diabo em pessoa”.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Evangelho do dia 30/08/2013 - Mt 25,1-13

O noivo está chegando. Ide ao seu encontro.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 25,1-13
Naquele tempo,disse Jesus, a seus discípulos, esta parábola:1'O Reino dos Céus é como a história das dez jovensque pegaram suas lâmpadas de óleoe saíram ao encontro do noivo.2Cinco delas eram imprevidentes,e as outras cinco eram previdentes.3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas,mas não levaram óleo consigo.4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleojunto com as lâmpadas.5O noivo estava demorandoe todas elas acabaram cochilando e dormindo.6No meio da noite, ouviu-se um grito:`O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!'7Então as dez jovens se levantarame prepararam as lâmpadas.8As imprevidentes disseram às previdentes:`Dai-nos um pouco de óleo,porque nossas lâmpadas estão se apagando.'9As previdentes responderam:`De modo nenhum,porque o óleo pode ser insuficientepara nós e para vós.É melhor irdes comprar aos vendedores'.10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou,e as que estavam preparadasentraram com ele para a festa de casamento.E a porta se fechou.11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram:`Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!'12Ele, porém, respondeu:`Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!'13Portanto, ficai vigiando,pois não sabeis qual será o dia, nem a hora.Palavra da Salvação.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Dom Ganswein desmente que “experiência mística” tenha causado a renúncia de Bento XVI

ROMA, 28 Ago. 13 / 12:18 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Prefeito da Casa Pontifícia, Dom Georg Ganswein, assinalou que não há “nada de certo” nas informações que atribuem a renúncia ao pontificado de Bento XVI a uma experiência mística.
Faz uns dias circulou nos meios de imprensa de todo o mundo uma nota em que se assegurava que Bento XVI teve “uma experiência mística de Deus” antes de renunciar ao pontificado. Dom Ganswein, secretário pessoal do Bispo Emérito de Roma, declarou ao canal italiano TG5 que “tudo neste artigo foi inventado do alfa ao ômega (do principio ao fim). E não há nada de certo”.
Dom Ganswein fez estas declarações no último dia 25 de agosto desde Castel Gandolfo, onde se encontrava para festejar o 36º aniversário da inauguração da igreja da Virgem do Lago, e em cuja honra se dirigiu uma peregrinação e uma Missa.
“O Papa emérito está muito bem, veio de visita breve ao Palácio –de Castel Gandolfo–, porque havia um pequeno concerto, para jantar e dar depois um bonito passeio pelos jardins”, explicou.
Em referência à relação entre o Papa Francisco e Bento XVI, Dom Ganswein assegurou que ambas as personalidades “têm uma relação excelente”. “Há uma continuidade substancial entre eles e, certamente, há alguns elementos de estilo que são muito diversos porque são duas personalidades muito distintas. Se vemos o fio condutor dos primeiros meses do pontificado do Papa Francisco se vê que é uma continuidade clássica” e “tentou fazer uma ponte” entre ambos.
Castel Gandolfo é o povoado próximo à cidade de Roma, onde geralmente os Papas passam alguns dias de repouso. Aqui “Bento e eu estivemos durante oito anos, por várias semanas, todos os anos, e foi uma experiência única que agora sentimos falta”, acrescentou emocionado.
Precisamente, desde Castel Gandolfo, Bento XVI se despediu da Sé de Pedro. Ali, o fechamento dos portões do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, inundado pelo carinho de milhares de peregrinos, marcou o final de seu pontificado.
Fonte: Autor: Bíblia Católica

Evangelho do dia 29/08/2013 - Mc 6,17-29

Quero que me dês agora, num prato,
a cabeça de João Batista.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,17-29

Naquele tempo,17Herodes tinha mandado prender João,e colocá-lo acorrentado na prisão.Fez isso por causa de Herodíades,mulher do seu irmão Filipe,com quem se tinha casado.18João dizia a Herodes:"Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão".19Por isso Herodíades o odiavae queria matá-lo, mas não podia.20Com efeito, Herodes tinha medo de João,pois sabia que ele era justo e santo,e por isso o protegia.Gostava de ouvi-lo,embora ficasse embaraçado quando o escutava.21Finalmente, chegou o dia oportuno.Era o aniversário de Herodes,e ele fez um grande banquete para os grandes da corte,os oficiais e os cidadãos importantes da Galiléia.22A filha de Herodíades entrou e dançou,agradando a Herodes e seus convidados.Então o rei disse à moça:"Pede-me o que quiseres e eu to darei".23E lhe jurou dizendo:"Eu te darei qualquer coisa que me pedires,ainda que seja a metade do meu reino".24Ela saiu e perguntou à mãe:"O que vou pedir?"A mãe respondeu:"A cabeça de João Batista".25E, voltando depressa para junto do rei, pediu:"Quero que me dês agora, num prato,a cabeça de João Batista".26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar.Ele tinha feito o juramento diante dos convidados.27Imediatamente, o rei mandouque um soldado fosse buscar a cabeça de João.O soldado saiu, degolou-o na prisão,28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça.Ela a entregou à sua mãe.29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá,levaram o cadáver e o sepultaram.Palavra da Salvação.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Evangelho do dia 28/08/2013 - Mt 23,27-32

Sois filhos daqueles que mataram os profetas.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 23,27-32
Naquele tempo, disse Jesus: 
27Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! 
Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, 
mas por dentro estão cheios de ossos de mortos 
e de toda podridão! 
28Assim também vós: 
por fora, pareceis justos diante dos outros, 
mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. 
29Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! 
Vós construís sepulcros para os profetas 
e enfeitais os túmulos dos justos, 
30e dizeis: 'Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, 
não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas'. 
31Com isso, confessais que sois filhos 
daqueles que mataram os profetas. 
32Completai, pois, a medida de vossos pais!' 
Palavra da Salvação. 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Evangelho do dia 27/08/2013 - Mt 23,23-26

Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 23,23-26
Naquele tempo, disse Jesus: 
23Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! 
Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, 
e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, 
como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. 
Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo. 
24Guias cegos! 
Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. 
25Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! 
Vós limpais o copo e o prato por fora, 
mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. 
26Fariseu cego! 
Limpa primeiro o copo por dentro, 
para que também por fora fique limpo. 
Palavra da Salvação.

Frente à perseguição nos seus países por serem católicos 45 jovens da JMJ Rio 2013 pedem refúgio no Brasil

RIO DE JANEIRO, 26 Ago. 13 / 02:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Cinco peregrinos que participaram da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro, presidida pelo Papa Francisco, pediram às autoridades do Brasil que sejam considerados como “refugiados”, confirmou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Os jovens chegados do Paquistão, Serra Leoa e República Democrática do Congo elevaram esta solicitude alegando que em seus países sofrem “perseguição” e “ameaças” por professar a fé católica.
Segundo ACNUR, a arquidiocese do Rio de Janeiro recebeu 40 solicitações para intermediar nos processos de refúgio e a arquidiocese de São Paulo outras cinco.
Os pedidos deverão ser analisados agora pelo Comitê Nacional de Refugiados (CONARE), organismo dependente do Ministério de Justiça do Brasil.
Os jovens são “assistidos, alojados e alimentados” de forma provisória por voluntários católicos e autoridades municipais.
fonte: Autor: Bíblia Católica

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Palavra do Arcebispo - Catequese do Papa Francisco - I


25/08/2013
O Papa Francisco tem o dom de bater nas portas dos corações. Não está preocupado com ideias, nem altas teologias, mesmo sendo grande teólogo e psicólogo. Ele quer falar aos corações como um pai a seus filhos. Suas catequeses são pastoralmente corajosas, fortes, encorajadores. Neste artigo vamos recordar alguns temas básicos e centrais das falas do Papa.
1.     A centralidade da misericórdia. Ele não tem receio de afirmar que pecou e que é pecador. Sempre pede a oração de todos. Isso tudo revela a experiência profunda da misericórdia divina em sua via. Ele deseja que nosso século seja o “Século da Misericórdia”. Repete constantemente: “como é admirável a paciência de Deus para conosco”. A misericórdia de Deus se manifesta na sua compreensão, acolhimento e perdão. Deus sempre nos espera de braços abertos e nos lança para frente.
2.     A cultura do encontro. O Papa Francisco é o Papa com quatro “p”: de povo, de periferia, de proximidade, de pobre. Quanta profundidade em tudo isso. Ele nos impede ao êxodo, à saída de nós mesmos, portanto, às periferias existenciais. Eis o que é a “cultura do encontro”. O encontro acontece onde existe a “humildade do diálogo”. O mundo elegeu a “cultura da indiferença”. Por isso perdemos a capacidade de chorar e nos tornamos insensíveis à dor alheia, aos pobres, aos doentes. O mundo se interessa mais pela bolsa de valores do que com a vida humana, diz o Papa.
3.     A beleza da simplicidade. Ser simples sem deixar de ser nobre, é o que o Papa nos ensina. A simplicidade está nos gestos. Temos um “Papa de carne”, escreveu Dom Loris Capovilla, que foi o Secretário Particular do Beato João XXIII. Este Papa “me ressuscitou”, afirma, Ele é muito parecido com o Papa João XXIII, disse Dom Loris, que vive no norte da Itália e tem 98 anos. Sim, o Papa Francisco tem a simplicidade e  bondade de João XXIII, a tenacidade e ternura de Paulo VI, o sorriso e alegria de João Paulo I, o entusiasmo missionário de João Paulo II e a sabedoria e profundidade de Bento XVI.
Na lógica da simplicidade o Papa Francisco pede que os seminaristas não sejam burgueses, que os padres não sejam administradores, mas, pastores. Os bispos não tenham a “psicologia de Príncipes” e as religiosas sejam mães e não solteironas. Eis onde chega a beleza da simplicidade. Deus é simples. “A humildade é um traço essencial de Deus, é seu DNA”. (Papa Francisco). Deus entra sempre pela porta da simplicidade, da pequenez. Sem simplicidade nossa missão está fadada ao fracasso. Quando a Igreja se afasta da simplicidade, ela desaprende o Evangelho. Perdemos fieis porque desaprendemos a simplicidade. Sem a gramática da simplicidade, o povo não vai nos compreender.


Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Metropolitano de Londrina

Evangelho - Mt 23,13-22

Ai de vós, guias cegos!
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 23,13-22
Naquele tempo, disse Jesus: 
13Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! 
Vós fechais o Reino dos Céus aos homens. 
Vós porém não entrais, 
nem deixais entrar aqueles que o desejam. 
15Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! 
Vós percorreis o mar e a terra para converter alguém, 
e quando o conseguis, o tornais merecedor do inferno, 
duas vezes pior do que vós. 
16Ai de vós, guias cegos! 
Vós dizeis: 'Se alguém jura pelo Templo, não vale; 
mas, se alguém jura pelo ouro do Templo, então vale!' 
17Insensatos e cegos! 
O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? 
18Vós dizeis também: 
'Se alguém jura pelo altar, não vale; 
mas, se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, 
então vale!' 
19Cegos! O que vale mais: 
a oferta, ou o altar que santifica a oferta? 
20Com efeito, quem jura pelo altar, 
jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 
21E quem jura pelo Templo, 
jura por ele e por Deus que habita no Templo. 
22E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus 
e por aquele que nele está sentado. 
Palavra da Salvação. 

sábado, 24 de agosto de 2013

Igreja, Bíblia e Nova Evangelização


23/08/2013
Fé, encontro com o Senhor é o fundamento de tudo o que fazemos. Se for sólida como uma rocha não desabará nas inundações e ventos fortes. Mas, se as bases não forem sólidas, não poderemos resistir ao mínimo obstáculo. No que diz respeito ao encontro e relação com Cristo, não somos nós que tomamos a iniciativa é ele que vem bater à nossa porta (Ap. 3, 20). Para nós a forma mais simples, eficaz e concreta de encontrar o Senhor são os Livros Sagrados. Deixemo-lo entrar através da porta da Bíblia. A Palavra se tornará para nós “espírito e vida” (Jo. 6, 63).
Há outro problema: a oração. Nós católicos estamos tão acostumados a fórmulas prontas que corremos o risco de perder a espontaneidade, a alegria, o fervor, o entusiasmo e cair numa simples rotina. Já os protestantes são bem diferentes e isso aparece na pregação e na oração. Penso que todas as perguntas e os desafios relativos à Nova Evangelização possam ser reduzidos apenas a um: a Palavra do Senhor. É preciso memorizá-la como fez Santa Terezinha que decorou todos os trechos bíblicos que encontrou. Diz o apostolo Pedro: “Somos um povo regenerado não de uma semente corruptível, mas imortal, a Palavra de Deus viva e eterna” (I Pd. 1, 23). A Palavra de Deus é o ventre do nosso ser. Devemos voltar a este lugar original do nosso ser.
O Sínodo da Nova Evangelização deve estar em conexão com o Sínodo da Palavra: evangelizar-se para evangelizar. Há hoje uma mentalidade que despreza a religião como obstáculo ao desenvolvimento social e cientifico. Isso leva a uma indiferença mortal, uma forma de ateísmo mascarado, mas, difundido e praticado. As discórdias entre as Igrejas aumentam este ateísmo. Isso obriga a Igreja a defender-se em vez de dar testemunho de Cristo. Tudo isso debilita a fé das pessoas.
Outro motivo da degradação religiosa é o aumento da migração, que é um “mel amargo” como disse o Papa aos jovens no Líbano. A imprensa se dispõe contra a Igreja para desacreditar e debilitar a sua força moral difamando a fé. É preciso sair das catacumbas do medo e remar contra a corrente.
A prática de penitencia ajuda as pessoas a levar uma vida serena e tranquila. Isso se entende quando na missa se derrama algumas gotas de água no vinho. A água representa a natureza humana e o vinho é o sangue de Cristo que nos transforma em seu Corpo glorioso. A Nova Evangelização deve começar pelo “Misterium Pietatis”: o Coração Misericordioso que ajuda os fieis a ter consciência da gravidade do pecado. É preciso restabelecer o hábito de confessar-se. Recordemos a parábola da ovelha tresmalhada, da dracma perdida, do filho pródigo e as palavras de Jesus: “há mais alegria no céu” (Lc. 15,7) por um pecador que se converte. A liturgia não é obra do homem nem frenesi criativo, é encontro com Deus. Haja menos barulho e mais interioridade.
Nosso modo atual de evangelizar perdeu seu poder de atrair o mundo. Produzimos conferências e documentos, mas, as mensagens não foram transmitidas nem difundidas em medida suficiente. Devemos admitir com humildade que as nossas respostas foram superadas pelas mudanças do mundo. Simplesmente não somos capazes de oferecer soluções aos indivíduos e às sociedades, prisioneiras nas estruturas e nas ocasiões de pecado.
As nossas vozes são suprimidas por leis nacionais e pela força da mídia. Há ainda o impulso do fanatismo e do extremismo. Por isso, existe uma exigência urgente de transmitir a doutrina da Igreja em relação à linguagem, à forma, às expressões e meios. Os escândalos, a lideranças esgotadas, os estilos de vida materialistas e a perda de zelo pastoral estão entre os riscos da missão evangelizadora.
A formação dos seminaristas deve ser revista. A vida quase fora da realidade e por demais intelectual, fácil e confortável, destacada do mundo, faliu na formação de pastores competentes e receptivos face às necessidades das pessoas. A doutrina Social deva se tornar um elemento essencial e indispensável da catequese e da pregação. O Evangelho explicado à luz da doutrina social pode tornar-se mais aceito à mente moderna.


Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Metropolitano de Londrina

Evangelho de domingo - Lc 13,22-30


Virão do oriente e do ocidente, e
tomarão lugar à mesa no Reino de Deus.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 13,22-30
Naquele tempo:22Jesus atravessava cidades e povoados,ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém.23Alguém lhe perguntou:'Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?'Jesus respondeu:24'Fazei todo esforço possívelpara entrar pela porta estreita.Porque eu vos digo que muitos tentarão entrare não conseguirão.25Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar aporta, vós, do lado de fora,começareis a bater, dizendo:`Senhor, abre-nos a porta!'Ele responderá: `Não sei de onde sois.'26Então começareis a dizer:`Nós comemos e bebemos diante de ti,e tu ensinaste em nossas praças!'27Ele, porém, responderá: `Não sei de onde sois.Afastai-vos de mimtodos vós que praticais a injustiça!' 28Ali haverá choro e ranger de dentes,quando virdes Abraão, Isaac e Jacó,junto com todos os profetas no Reino de Deus,e vós, porém, sendo lançados fora.29Virão homens do oriente e do ocidente,do norte e do sul,e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus.30E assim há últimos que serão primeiros,e primeiros que serão últimos.'Palavra da Salvação.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Evangelho - Mt 13,44-46

Vende todos os seus bens e compra aquele campo.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,44-46
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 
44'O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. 
Um homem o encontra e o mantém escondido. 
Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens 
e compra aquele campo. 
45O Reino dos Céus também é como um comprador 
que procura pérolas preciosas. 
46Quando encontra uma pérola de grande valor, 
ele vai, vende todos os seus bens 
e compra aquela pérola. 
Palavra da Salvação.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Estás com inveja porque eu estou sendo bom?

Evangelho - Mt 20,1-16a

Estás com inveja porque eu estou sendo bom?
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 20,1-16a
Naquele tempo:Jesus contou esta parábola a seus discípulos:1'O Reino dos Céus é como a história do patrãoque saiu de madrugadapara contratar trabalhadores para a sua vinha.2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata pordia, e os mandou para a vinha.3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo,viu outros que estavam na praça, desocupados,4e lhes disse: 'Ide também vós para a minha vinha!E eu vos pagarei o que for justo'.5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-diae às três horas da tarde, e fez a mesma coisa.6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde,encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse:`Por que estais aí o dia inteiro desocupados?'7Eles responderam:`Porque ninguém nos contratou'.O patrão lhes disse:`Ide vós também para a minha vinha'.8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador:`Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos,começando pelos últimos até os primeiros!'9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tardee cada um recebeu uma moeda de prata.10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro,e pensavam que iam receber mais.Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata.11Ao receberem o pagamento,começaram a resmungar contra o patrão:12`Estes últimos trabalharam uma hora só,e tu os igualaste a nós,que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro'.13Então o patrão disse a um deles:`Amigo, eu não fui injusto contigo.Não combinamos uma moeda de prata?14Toma o que é teu e volta para casa!Eu quero dar a este que foi contratado por últimoo mesmo que dei a ti.15Por acaso não tenho o direito de fazer o que querocom aquilo que me pertence?Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?'16aAssim, os últimos serão os primeiros,e os primeiros serão os últimos.'Palavra da Salvação.