quinta-feira, 5 de junho de 2014

Papa critica casais que decidem não ter filhos por causa da cultura do bem-estar

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Vaticano, 03 Jun. 14 / 12:55 pm (ACI/EWTN Noticias).- Durante a Missa desta segunda-feira, celebrada na Casa Santa Marta, o Papa Francisco chamou os casais cristãos a amar-se como Cristo ama a sua Igreja, com fidelidade, perseverança e fecundidade; entretanto, advertiu que “há coisas que não agradam o Senhor”, como aqueles casais que cederam à cultura do bem-estar e por escolha não desejam ter filhos.
“Esta cultura do bem-estar, de dez anos atrás, nos convenceu: ‘É melhor não ter filhos! Assim você pode conhecer o mundo, quando estiver de férias, pode ter uma casa no campo, ficar tranquilo’. Talvez seja melhor – mais cômodo – ter um cãozinho, dois gatos, e o amor vai para dois gatos e para o cãozinho. É verdade ou não? Ao fim, esse matrimônio chega à velhice com a amargura da má solidão. Não é fecundo, não faz o que Jesus fez com a Sua Igreja: tornando-a fecunda”, expressou o Papa.
Na Missa participaram uns quinze casais de 25 a 60 anos de casado, e o Papa lhes recordou que o amor de Jesus “faz fecunda à Igreja com novos filhos, Batismos, e a Igreja cresce com esta fecundidade nupcial”.
Segundo a Rádio Vaticano, o Papa disse que em um casamento esta fecundidade pode ser às vezes colocada à prova, quando os filhos não chegam ou se ficam doentes. Nesses casos “há casais que olham para Jesus e tomam a força da fecundidade que Ele tem para com a sua Igreja”. Por outro lado, “há coisas que não agradam o Senhor”, como os matrimônios estéreis por escolha.
Jesus, indicou o Santo Padre, tem três grandes amores, pelo Pai, pela sua Mãe e pela Igreja. Por esta última tem um amor “grande”. É “sua esposa: bela, santa, pecadora, mas a ama igualmente”. E este amor se caracteriza, além de pela fecundidade, também pela fidelidade e a perseverança.
“É um amor fiel e perseverante; Ele não se cansa nunca de amar a Sua Igreja. É um amor fecundo e fiel. Jesus é fiel! São Paulo, em uma de suas Cartas diz: ‘Se tu confessares Cristo, Ele te confessará, a ti, diante do Pai; se tu renegares Cristo, Ele te renegará, a ti; se tu não for fiel a Cristo, Ele permanecerá fiel, porque não pode renegar a si mesmo!’”.
“A fidelidade é justamente o ser do amor de Cristo, ela é como uma luz sobre o matrimônio. A fidelidade do amor. Sempre”, expressou o Papa.
E assim como é fiel e fecundo, o amor de Jesus pela Igreja também é incansável, perseverantes.
“A vida matrimonial deve ser perseverante, deve ser perseverante. Porque do contrário o amor não pode seguir adiante. A perseverança no amor, nos momentos belos e nos momentos difíceis, quando há problemas: problemas com os filhos, problemas econômicos, problemas aqui, problemas lá”.
“O amor persevera, vai adiante, sempre procurando resolver as coisas para salvar a família. Perseverantes: homem e mulher se levantam, todos os dias, e levam a família adiante”, afirmou o Papa Francisco.
Fonte: Autor: Bíblia Católica

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Íntegra da homilia do Papa Francisco na canonização de São João Paulo II e São João XXIII

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VATICANO, 27 Abr. 14 / 09:00 am (ACI/EWTN Noticias).- Em uma cerimônia sem precedentes na história da Igreja, o Papa Francisco declarou santos a São João Paulo II e São João XXIII durante uma missa concelebrada por mais de mil pastores entre cardeaisbispos e sacerdotes, incluindo o Pontífice Emérito Bento XVI.
Esta é a íntegra da homilia que pronunciou o Papa Francisco:
No centro deste domingo, que encerra a Oitava de Páscoa e que João Paulo II quis dedicar à Divina Misericórdia, encontramos as chagas gloriosas de Jesus ressuscitado.
Já as mostrara quando apareceu pela primeira vez aos Apóstolos, ao anoitecer do dia depois do sábado, o dia da Ressurreição. Mas, naquela noite, Tomé não estava; e quando os outros lhe disseram que tinham visto o Senhor, respondeu que, se não visse e tocasse aquelas feridas, não acreditaria. Oito dias depois, Jesus apareceu de novo no meio dos discípulos, no Cenáculo, encontrando-se presente também Tomé; dirigindo-Se a ele, convidou-o a tocar as suas chagas. E então aquele homem sincero, aquele homem habituado a verificar tudo pessoalmente, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28).
Se as chagas de Jesus podem ser de escândalo para a fé, são também a verificação da fé. Por isso, no corpo de Cristo ressuscitado, as chagas não desaparecem, continuam, porque aquelas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, sendo indispensáveis para crer em Deus: não para crer que Deus existe, mas sim que Deus é amor, misericórdia, fidelidade. Citando Isaías, São Pedro escreve aos cristãos: ‘pelas suas chagas, fostes curados’ (1 Ped 2, 24; cf. Is 53, 5).
São João XXIII e São João Paulo II tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos chagadas e o seu lado transpassado. Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua cruz; não tiveram vergonha da carne do irmão (cf. Is 58, 7), porque em cada pessoa atribulada viam Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, da sua misericórdia, à Igreja e ao mundo.
Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte, neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria.
Nestes dois homens contemplativos das chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia, habitava «uma esperança viva», juntamente com «uma alegria indescritível e irradiante» (1 Ped 1, 3.8). A esperança e a alegria que Cristo ressuscitado dá aos seus discípulos, e de que nada e ninguém os pode privar. A esperança e a alegria pascais, passadas pelo crisol do despojamento, do aniquilamento, da proximidade aos pecadores levada até ao extremo, até à náusea pela amargura daquele cálice. Estas são a esperança e a alegria que os dois santos Papas receberam como dom do Senhor ressuscitado, tendo-as, por sua vez, doado em abundância ao Povo de Deus, recebendo sua eterna gratidão.
Esta esperança e esta alegria respiravam-se na primeira comunidade dos crentes, em Jerusalém, de que nos falam os Atos dos Apóstolos (cf. 2, 42-47). É uma comunidade onde se vive o essencial do Evangelho, isto é, o amor, a misericórdia, com simplicidade e fraternidade.
E esta é a imagem de Igreja que o Concílio Vaticano II teve diante de si. João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e atualizar a Igreja segundo a sua fisionomia originária, a fisionomia que lhe deram os santos ao longo dos séculos. Não esqueçamos que são precisamente os santos que levam avante e fazem crescer a Igreja. Na convocação do Concílio, João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado. Este foi o seu grande serviço à Igreja; foi o Papa da docilidade ao Espírito.
Neste serviço ao Povo de Deus, João Paulo II foi o Papa da família. Ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado: como o Papa da família. Apraz-me sublinhá-lo no momento em que estamos a viver um caminho sinodal sobre a família e com as famílias, um caminho que ele seguramente acompanha e sustenta do Céu.
Que estes dois novos santos Pastores do Povo de Deus intercedam pela Igreja para que, durante estes dois anos de caminho sinodal, seja dócil ao Espírito Santo no serviço pastoral à família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, a penetrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre espera, sempre perdoa, porque sempre ama”.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

TRÍDUO PASCAL

Vejam no vídeo as imagens da Celebração da Santa Missa  - Lava Pés e Ceia do Senhor, Celebração da Cruz e Celebração da Luz e Vigília Pascal - Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Londrina.


sábado, 19 de abril de 2014

Encenação da Paixão e Morte de Jesus Cristo

Jovens da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, jardim Igapó apresentando a Encenação da Paixão e Morte de Jesus Cristo...vejam algumas fotos:








Caminhada Penitencial 2014

A comunidade da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, jardim Igapó de Londrina, participou no dia 18 de Abril de 2014 da Caminhada Penitencial às margens do Lago Igapó.
Veja no vídeo abaixo as imagens desta caminhada, onde rezamos a Via Sacra.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Missa dos Santos Óleos

Foi realizado no dia 15 de abril de 2014 a Santa Missa dos Santos Óleos, no Ginásio de Esportes Moringão, Missa Celebrada pelo Arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes.


Vejam abaixo as fotos da Benção dos Óleos e os seus significados:

BENÇÃO DO ÓLEO DOS ENFERMOS - COR ROXA
O Bispo apresenta o Óleo: Eis o óleo dos enfermos! E prossegue a benção.
Ó Deus, Pai de toda consolação, que pelo vosso Filho quisestes curar os males dos enfermos, atendei à oração de nossa fé: enviai do céu p vosso Espírito Santo Paráclito sobre este óleo generoso, que por vossa bondade a oliveira nos fornece para alívio do corpo, benção + a fim de que pela vossa santa seja para todos que com ele forem ungidos proteção do corpo, da alma e do espírito, libertando-os de toda dor, toda fraqueza e enfermidade. Dignai-vos abençoar para nós, ó Pai, o vosso óleo santo, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém!

BENÇÃO DO ÓLEO DOS CATECÚMENOS - COR BRANCA
O Bispo apresenta o Óleo: Eis o óleo dos Catecúmenos! E prossegue a benção.
Ó Deus, forca e proteção do Vosso povo, que fizestes do óleo, Vossa criatura, sinal de fortaleza: dignai-Vos abençoar + este óleo, e concedei o dom da força, aos catecúmenos que com ele forem ungidos; para que, recebendo a sabedoria e virtudes divinas, compreendam mais profundamente o Evangelho do Vosso Cristo, sejam generosos no cumprimento dos deveres cristãos e, dignos da adoção filial, alegrem-se por terem renascido e viverem em Vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!

CONSAGRAÇÃO DO CRISMA - COR VERMELHA
Bispo apresenta o Óleo: Eis o óleo do Crisma! Em seguida o Bispo derrama os perfumes no óleo e confecciona o crisma em silêncio. Após a confecção, o Bispo convida a assembléia a orar, dizendo:
Meus irmãos e minha irmãs, roguemos a Deus Pai todo-poderoso que abençoe e santifique este crisma para que recebam uma unção interior e tornem-se dignos da divina redenção os forem ungidos em suas frontes.

BISPO DERRAMA O PERFUME NO ÓLEO.

O Bispo sopra sobre o vaso do Crisma em forma de Cruz.
Ó Deus, autor dos sacramentos e dispensador da vida, damos graças à vossa inefável bondade, pois prefigurastes na antiga aliança o mistério do óleo santificador e, ao chegar a plenitude dos tempos, quisestes manifestá-lo de modo especial em vosso filho amado. Pois, quando o vosso Filho, senhor nosso, salvou os homens pelo mistério pascal, encheu do Espírito Santo a vossa Igreja e enriqueceu-se maravilhosamente de dons celestes para que por dela se completasse no mundo a obra da salvação.
Por este sagrado mistério do crisma, distribuis aos homens as riquezas da vossa graça, a fim de que vossos filhos, renascidos da água do batismo, sejam confirmados pela unção do Espirito e, semelhantes estão ao vosso Cristo, participem de sua missão de profeta, sacerdote e rei.

sábado, 12 de abril de 2014

"Não à manipulação educativa da infância", afirma o Papa

2014-04-11 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência esta manhã, no Vaticano, os membros do Escritório Católico Internacional para a Infância (BICE), com sede em Bruxelas (Bélgica).
Em seu discurso, o Papa recordou as origens desta associação, que nasceu depois do pronunciamento do Papa Pio XII em defesa da infância feito após a II Guerra Mundial. Desde então, o BICE sempre se empenhou em promover a tutela dos direitos dos menores, contribuindo inclusive para a Convenção da ONU de 1989, que este ano, portanto, completa 25 anos.
Para Francisco, nos nossos dias é importante levar avante projetos contra o trabalho-escravo, contra o recrutamento de crianças-soldado e todo tipo de violência contra menores.
O Pontífice reiterou o direito das crianças de crescerem em uma família, com um pai e uma mãe capazes de criar um ambiente idôneo ao seu desenvolvimento e ao seu amadurecimento afetivo.
Ao mesmo tempo, notou, isso comporta amparar o direito dos pais à educação moral e religiosa dos próprios filhos. Nesta questão, o Papa foi categórico, afirmando ser contrário a todo tipo de experimentação educativa com os menores: “Com as crianças e os jovens não se pode experimentar. Os horrores da manipulação educativa que vivemos nas grandes ditaduras genocidas do século XX não despareceram; mantêm sua atualidade sob formas diferentes e propostas que, com pretensão de modernidade, levam as crianças e os jovens a caminharem na estrada ditatorial do ‘pensamento único’”.
O Papa ressaltou que trabalhar em prol dos direitos humanos pressupõe manter sempre viva a formação antropológica, estar bem preparado sobre a realidade da pessoa humana e saber responder aos problemas e aos desafios que a cultura contemporânea e a mentalidade difundida através dos meios de comunicação de massa apresentam.
Francisco concluiu seu discurso pedindo uma formação permanente quanto à antropologia infantil, porque é ali que os direitos e os deveres têm o seu fundamento e dela dependem o desenvolvimento de projetos educativos.
O BICE é a uma organização católica internacional comprometida com a defesa da dignidade e dos direitos da infância. Foi fundado em 1948 e atualmente está presente em 4 continentes, com projetos em 25 países, inclusive o Brasil. O BICE tem um estatuto consultivo junto às Nações Unidas.