sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Evangelho Mt 0,9-13



Jesus chama Mateus
Leitura Orante


Mt 9,9-13

Jesus saiu dali e, no caminho, viu um cobrador de impostos, chamado Mateus, sentado no lugar onde os impostos eram pagos. Jesus lhe disse:
- Venha comigo.
Mateus se levantou e foi com ele. Mais tarde, enquanto Jesus estava jantando na casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e outras pessoas de má fama chegaram e sentaram-se à mesa com Jesus e os seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos:
- Por que é que o mestre de vocês come com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama?
Jesus ouviu a pergunta e respondeu:
- Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Vão e procurem entender o que quer dizer este trecho das Escrituras Sagradas: "Eu quero que as pessoas sejam bondosas e não que me ofereçam sacrifícios de animais." Porque eu vim para chamar os pecadores e não os bons. 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Evangelho Lc 7, 36-50


O amor perdoa pecados
Leitura Orante


Lc 7,36-50

Um fariseu convidou Jesus para jantar. Jesus foi até a casa dele e sentou-se para comer. Naquela cidade morava uma mulher de má fama. Ela soube que Jesus estava jantando na casa do fariseu. Então pegou um frasco feito de alabastro, cheio de perfume, e ficou aos pés de Jesus, por trás. Ela chorava e as suas lágrimas molhavam os pés dele. Então ela os enxugou com os seus próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e derramava o perfume neles. Quando o fariseu viu isso, pensou assim: "Se este homem fosse, de fato, um profeta, saberia quem é esta mulher que está tocando nele e a vida de pecado que ela leva."
Jesus então disse ao fariseu:
- Simão, tenho uma coisa para lhe dizer:
- Fale, Mestre! - respondeu Simão.
Jesus disse:
- Dois homens tinham uma dívida com um homem que costumava emprestar dinheiro. Um deles devia quinhentas moedas de prata, e o outro, cinqüenta, mas nenhum dos dois podia pagar ao homem que havia emprestado. Então ele perdoou a dívida de cada um. Qual deles vai estimá-lo mais?
- Eu acho que é aquele que foi mais perdoado! - respondeu Simão.
- Você está certo! - disse Jesus.
Então virou-se para a mulher e disse a Simão:
- Você está vendo esta mulher? Quando entrei, você não me ofereceu água para lavar os pés, porém ela os lavou com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Você não me beijou quando cheguei; ela, porém, não pára de beijar os meus pés desde que entrei. Você não pôs azeite perfumado na minha cabeça, porém ela derramou perfume nos meus pés. Eu afirmo a você, então, que o grande amor que ela mostrou prova que os seus muitos pecados já foram perdoados. Mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado.
Então Jesus disse à mulher:
- Os seus pecados estão perdoados.
Os que estavam sentados à mesa começaram a perguntar:
- Que homem é esse que até perdoa pecados?
Mas Jesus disse à mulher:
- A sua fé salvou você. Vá em paz. 

domingo, 16 de setembro de 2012

O cristão católico e a política


Dom Mauro Montagnoli
Bispo de Ilhéus / BA
Estamos em uma mudança de época que atinge não somente este ou aquele aspecto concreto da existência mas os próprios critérios de compreender a vida, tudo o que a ela diz respeito, inclusive o modo de entender Deus. Tantas vezes o nome de Jesus Cristo é utilizado para expressar atitudes até mesmo opostas ao Reino de Deus.

Para enfrentar este estado de coisas emergem algumas urgências na evangelização que devem estar presentes em todos os processos de planejamento e nos planos de pastoral das igrejas.

Os Bispos afirmam: “A Igreja no Brasil se empenhará em ser uma Igreja em estado permanente de missão, casa de iniciação à vida cristã, fonte de animação bíblica de toda a vida, comunidade de comunidades, a serviço da vida em todas as suas instâncias” (Diretrizes Gerais da Ação Evangelzadora da Igreja no Brasil – DGAE 2011-2015 n. 29). Esses aspectos estão sempre presentes na vida da Igreja, pois se referem a Jesus Cristo, à Igreja, à vida comunitária, à Palavra de Deus que junto com a Eucaristia são alimento para a fé e para a vida plena com Deus. Por isso, todos os  cristãos católicos devem estar comprometidos com a vivência e a prática dessas urgências.

“Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10) resume toda a missão de Jesus e, por conseguinte, toda a missão da Igreja. Isso implica em que todo cristão deve assumir atitudes que, através de práticas concretas, ajudem a desabrochar e florescer a vida. “Em tudo isso, a Igreja reconhece a importância da atuação no mundo da política e assim incentiva os leigos e leigas à participação ativa e efetiva nos setores diretamente voltados para a construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário” DGAE 2011-2015  n. 71).

Mas, não basta somente incentivar e impulsionar os fiéis leigos e leigas à participação política. É preciso que eles e elas encontrem na Igreja o apoio necessário para poderem cumprir plenamente com essa missão. A partir do conhecimento da vida do candidato e da sua participação e compromisso com a sua comunidade cristã paroquial e eclesial é preciso que as forças se unam para podermos ajudá-los a galgar postos na vida pública que possibilitem a implantação dos valores Reino de Deus.

Neste ano de eleições precisamos conhecer bem a vida pregressa dos candidatos, saber do seu compromisso com a vida das pessoas e com a comunidade eclesial e dar-lhes o respaldo necessário.

Em meio a tantas propostas precisamos examinar bem quais correspondem com os valores do Reino de Deus e apoiar quem sempre manifestou coerência na sua opção de vida na igreja e na comunidade.

Reclamamos tantas vezes que políticos se aproveitam do bem público em seu benefício próprio ou e grupos. Nas eleições temos a oportunidade de eleger aqueles candidatos que realmente mostram com sua vida particular e pública o comprometimento com a missão de Jesus.

Bons ou maus governantes é a gente que escolhe. Para o cristão católico, participar da vida política do municipio e do país é viver o mandamento da caridade como real serviço aos irmãos, conforme disse o Papa Paulo VI: “A pólítica é uma maneira exigente de viver o compromisso cristão ao serviço dos outros” (Octogesima Adveniens, 46).

Sabemos que o partido político é condição necessária para o exercício do mandato. Mas, devemos também levar em consideração, em primeiro lugar, a vida pessoal e compromisso eclesial do candidato ou candidata. O critério fundamental, é, repito, o compromisso da pessoa com os valores do Reino de Deus.

A ética social cristã não é opção para alguns, mas exigência para todos. Ela é contribuição própria do cristão católico para a construção da sociedade justa e solidária.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Palavra do Arcebispo - ELEIÇÕES MUNICIPAIS



ELEIÇÕES MUNICIPAIS

A CNBB divulgou “Nota sobre as Eleições Municipais”, onde afirma que estas eleições têm características próprias. Primeiro, porque se trata de soluções e problemas mais próximos do povo: educação, saúde, segurança, trabalho, transporte, moradia, ecologia, lazer. Segundo, porque os candidatos estão mais perto da vida do povo, da realidade local. Terceiro, porque os eleitores podem conhecer melhor a índole, isto é, a “ficha dos candidatos”.
Nos municípios, manifestam-se também as crises que o mundo atravessa. Isso dificulta aos cidadãos a votar bem, acreditar no poder do voto e suas consequências, a não vender seu voto. Votar é uma conquista da democracia e exercício de cidadania, solidificação da cultura da participação. No mundo e no município somos uma grande família. Votar com consciência, liberdade, lealdade é colaborar pelo bem de todos, pois, todos somos irmãos.
Temos duas leis de iniciativa popular. A primeira é contra a corrupção eleitoral e compra e votos: Lei 98.840 de 1999. Os membros dos comitês devem munir-se de máquinas fotográficas e outros aparelhos que comprovem a compra de votos. Além disso as testemunhas dos fatos são de grande valor para a indiciação e acusação dos infratores. Formemos, pois estes comitês que a lei permite. Usemos estes meios legítimos, não devemos nos omitir.
A outra lei é da “Ficha Limpa”, que permite aos eleitores denunciar, tendo provas, quem é “ficha suja”. Esta lei teve sua constitucionalidade confirmada pelo Supremo Tribunal Federal. É só aplicá-la na prática. Os critérios de um candidato “ficha limpa” são: honestidade, competência, transparência, respeito ao bem comum, coerência entre o que diz e o que faz. Votar em alguém porque fala bonito, porque tem aparência simpática, porque faz promessas, porque tem dinheiro, não é votar e com consciência, mas, por conveniência.
Outro critério importante é a história de vida do candidato, seu passado, suas ações e práticas, seu testemunho de honestidade. Não é verdade que todos os políticos são iguais. Precisamos saber discernir a índole dos candidatos, seus projetos, seu partido, seu currículo, seu passado, isto é, suas práticas, competências e intenções. O negativismo em relação à política não ajuda a melhorar a situação.
A política é inevitável e necessária porque é questão de convivência, de vida pública, de cidadania, de valores, promoção da vida, bem comum, de vida social e familiar. Um mundo sem política não existe. Na verdade a política é uma missão, uma “alta forma de amor fraterno e social”. Por isso o voto em branco ou nulo é um grande engano. É assim que se colabora para a eleição de quem é nosso adversário ou de quem não merece ser eleito. Em política não existe neutralidade. Não votar é também fazer política, que pode não ser a mais indicada.
Um fato questionável e sério é a abstenção, a omissão, a decisão de não votar. Isso é um grande engano. Quem se omite está ajudando o adversário vencer. Geralmente o povão vota e certos bairros e periferias elegem os candidatos, quando o centro e a classe média, se omitem.
Saber votar não é fácil, porque requer consciência, acompanhamento, informação, decisão pessoal. Não esqueçamos que o jeitinho brasileiro de fazer política partidária consiste muitas vezes em não cumprir as promessas e deixar as obras para o último ano de gestão. Assim, o ano eleitoral é marcado por uma série de acontecimentos eleitoreiros. É costume a gente dizer: “é ano eleitoral por isso que aparecem tantas coisas que deveriam ter sido feitas já no primeiro ano de gestão”. A história se repete. Se podemos crer que “um mundo melhor é possível”, isso vale também para os municípios, duma vez que mude o coração, a consciência, a mentalidade de todos. A isso chamamos de “conversão política”.

Dom Orlando Brandes








segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Igreja Católica 'parou há 200 anos', diz cardeal


A Igreja Católica está "200 anos atrás" dos tempos atuais, nas palavras do cardeal italiano Carlo Maria Martini, que morreu na sexta-feira (31) aos 85 anos.
A opinião do religioso – que chegou a ser citado como cotado ao papado – foi dada durante a sua última entrevista, gravada em agosto e publicada pelo diário Corriere della Sera, de Milão. 

"A nossa cultura envelheceu, as nossas igrejas são grandes e vazias e a burocracia eclesiástica está crescendo, os nossos ritos religiosos e vestimentas são pomposos", afirmou o cardeal na entrevista, em que propôs uma mudança de direção radical.

Milhares de pessoas vêm prestando as suas últimas homenagens a Martini na catedral de Milão, onde ele foi arcebispo por mais de 20 anos, até se aposentar em 2002, já sofrendo do Mal de Parkinson.

Em sua última entrevista, o cardeal afirmou que muitos católicos perderam a confiança na Igreja Católica e defendeu, entre outras adaptações, uma postura mais generosa em relação aos divorciados. 

Além disso, ele pediu que a mudança comece no topo com uma "transformação radical, começando pelo papa e seus arcebispos".

Escândalos sexuais

Martini tinha voltado à Itália recentemente, depois de passar os últimos se aprofundando em estudos bíblicos em Jerusalém.

"Os escândalos sexuais envolvendo crianças nos obrigam a uma viagem de transformação", disse Martini, referindo-se às várias acusações de pedofilia que surgiram contra líderes católicos nos últimos anos. 

O popular cardeal jesuíta era considerado liberal em diversos aspectos e foi muito respeitado pelos papas João Paulo II e seu sucessor, Bento XVI.
Analistas dizem que ele ficou conhecido como crítico corajoso durante a sua passagem pela maior diocese da Europa. 

Ele não se furtava a tocar em temas que muitos no Vaticano consideram tabu, entre eles, o uso de preservativos para combater a Aids na África e o papel das mulheres no clero.

Em 2008, ele chegou a criticar a proibição da Igreja à contracepção, afirmando que a postura possivelmente afastou muitos fieis. Dois anos antes, ele declarara publicamente acreditar que camisinhas são, em algumas situações, "o menor dos males".

No entanto, é muito incomum que um integrante do alto escalão do clero critique abertamente a forma com que a Igreja põe seus ensinamentos em prática.
Analistas afirmam que o papa agora tem pela frente uma decisão difícil: comparecer ou não ao funeral de Martini na segunda-feira – o que, para muitos, seria uma poderosa afirmação da unidade da Igreja Católica.

O atual pontífice é conhecido por não premiar líderes católicos que se atrevam a questionar a doutrina.

A última entrevista do religioso foi dada no início de agosto a um jornalista e ao também jesuíta Georg Sporschill.

O cardeal Martini foi um acadêmico e estudioso da bíblia respeitado, além de prolífico autor de livros populares sobre religião.

O Corriere Della Sera agora planeja distribuir cópias do último livro do cardeal , Fale do Coração (em tradução livre), aos seus leitores.
Fonte: BBC Brasil




domingo, 2 de setembro de 2012

VISITA MISSIONÁRIA DOS FREIS CAPUCHINHOS DO PARAGUAI


No dia 31 de Agosto de 2012 recebemos as visitas do Freis Capuchinhos, Frei Walter e Frei Ramon, missionários do Paraguai, da CUSTÓDIA SÃO LEOPOLDO MANDIC, onde estão comemorando os 25   anos de presença Capuchinhos no Paraguai. No dia 01 de setembro celebrou a Santa Missa na Capela São Judas Tadeu e no dia 02 de setembro celebrou a Santa Missa na Matriz, Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Jardim Igapó, Londrina-Pr.

Vejam algumas fotos da celebração:






















sábado, 1 de setembro de 2012

Atos dos Apóstolos - capítulo 19


19
Espírito dá a maturidade na fé -* Enquanto Apolo estava em CorintoPaulo atravessou as regiões mais altas e chegou a ÉfesoEncontrou aí algunsdiscípulosperguntou-lhes: «Quando vocês abraçaram a  receberam o Espírito Santo?» Eles responderam: «Nós nem sequer ouvimos falar que existe umEspírito Santo.» Paulo perguntou: «Que batismo vocês receberam?» Eles responderam: «O batismo de João.» Então Paulo explicou: «João batizava como sinalde arrependimento e pedia que o povo acreditasse naquele que devia vir depois deleisto é, em Jesus.» Ao ouvir isso, eles se fizeram batizar em nome doSenhor JesusLogo que Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e começaram a falar em línguas e a profetizarEram, ao tododozehomens.
Em seguidaPaulo foi à sinagoga e, durante três mesesfalava com toda convicçãodiscutindo e procurando convencer os ouvintes sobre o Reino de Deus9Todavia como alguns se obstinavam na incredulidade e falavam mal do Caminho diante da multidãoPaulo rompeu com eles, separou os discípulos e, diariamente, os ensinava na escola de um homem chamado Tiranos10 Isso durou dois anos, de modo que todos os habitantes da Ásiajudeus e (leia mais...)